Hemoterapia
Hemoterapia,
também denominada de terapia com sangue ou transfusão, é uma das importantes
armas terapêuticas que dispomos na emergência e na terapia intensiva como para
a semi-intensiva e facilitação da recuperação orgânica do paciente tanto na
medicina veterinária como na humana. É especialmente útil quando os valores
hematimétricos estão abaixo de 25% do mínimo saudável para a espécie, ou seja,
para quando o valor encontrado seja igual ou inferior a 75% do mínimo
saudável.
Trata-se, em
última análise, de um transplante de órgão, o órgão transplantado, no caso, é
o sangue, que pode ser total (sangue total) ou parcial, neste caso podendo ser
concentrado de hemácias, plasma, fatores de coagulação ou plaquetas.
A hemoterapia
pode, na teoria, ser aplicada em virtualmente todas as espécies de animais,
mamíferos ou não, desde que se tenham doadores apropriados e se realizem os
testes de compatibilidade. As técnicas de coleta e conservação não variam
muito, sendo, basicamente, coletado sangue com anticoagulante especial,
aqueles que podem ser aplicados no paciente receptor. No caso, o EDTA não é
indicado
Hemoterapia,
no entanto, não é apenas extrair sangue de um animal sadio e aplicá-lo em um
outro deficitário, mas principalmente sabermos quais os componentes hemáticos
o nosso paciente tem falta e entrarmos com estes componentes naquele caso
específico. Quanto mais precisa a reposição, mais eficaz será a terapia.
Existem, a
grosso modo, alguns componentes hemáticos a saber:
1.
Hemácias
A partir do
sangue total, centrifugado, a papa de hemácias é o produto da decantação. É
importantíssimo para os quadros onde este componente esteja em falta, e não
as proteínas totais do plasma, ou seja, hematócrito baixo, comum, por exemplo,
nas doenças hemolíticas como acidentes ofídicos, hemo-parasitismos.
É neste
componente que se alojam os fatores de rejeição do sangue, portanto a
recomendação é a de JAMAIS realizar um transplante "transfusão de hemácias"
sem as devidas providências de se evitar uma doença hemolítica iatrogênica.
São necessários tipagens sangüínea do doador e receptor, ou, no mínimo, testes
de compatibilidade. Ninguém faria um transplante de rins, ou de coração sem os
necessários exames, ainda assim, por vezes, encontramos relatos de
"transplante de sangue" sem exames...
A papa de
hemácias, deve ser coletada de sangue fresco, pela decantação ou
centrifugação, tem vida útil de, no máximo, 30 dias, pois após este período a
hemólise passa a ser importante, não pode ser congelada, mas mantida em
refrigeração entre 8 e 0ºC, apresenta hematócrito de 80%, portanto, nas
reposições, 1 ml de papa de hemácias apresenta o dobro de hemácias que 1 ml
de sangue total.
2.
Plasma
Este por sua
vez, é o produto sobrenadante da decantação do sangue, ou seja, é o sangue sem
as hemácias, rico principalmente nas proteínas albumina e globulinas.
Congelado entre –10ºC a -15ºC pode ser utilizado até 24 meses após a coleta e
separação, idealmente 12 meses.
A albumina,
responsável pelo transporte de produtos, alimentos e fármacos, pelo sistema,
representa o "transporte rodoviário" do organismo. As globulinas, pertencentes
ao sistema de defesa orgânica são nosso exército. Portanto, podemos sim dizer
que o transplante de plasma é relativo a incrementação de uma nova frota de
veículos de carga associada a um novo contingente no exército, atuando na
eficácia do transporte de medicamentos e na defesa orgânica.
O indicador
da falta deste componente é o exame quantitativo e qualitativo das proteínas
totais.
3.
Plaquetas
Nos
mamíferos, são também chamadas de trombócitos, são componentes diretamente
ligados à coagulação sangüínea. Sua baixa concentração é detectável ao
hemograma completo. As plaquetas são como mochilas de pára-quedas que se abrem
na variação da velocidade do sangue, tanto no caso da velocidade aumentar,
hemorragias, ou de diminuir, hematomas. Podemos entender que estes pára-quedas
se abrem eliminando uma rede que irá servir como um tampão na solução de
continuidade havida.
Na realidade
não há uma abertura das plaquetas, mas sim uma insolubilização das fibras,
que, uma vez insolúveis, passam a se depositar e a se colar no sistema, onde
se unirão os outros componentes que formarão o coágulo, como as próprias
hemácias.
Além dos
fatores de coagulação, as plaquetas têm várias outras funções por serem ricas
em serotonina, incluindo a atuação como opsoninas, auxiliares na fagocitose.
4.
Crio-precipitado
Produto da
centrifugação do precipitado do descongelamento do plasma. É rico em
componentes da coagulação: fator VIII e fator de Von Willibrand. É
especialmente útil no tratamento da hemofilia e Doença de Von Willibrand, na
CVD = Coagulação Vascular Disseminada, de ocorrência comum em todos os quadros
de sepse como gastroenterites, infecções generalizadas, SDMO ~ Síndrome de
Disfunção de Múltiplos Órgãos ~ devido à quadros de infecção em generalização
como piometra, piorréia, prostatopatias e outras.
5.
Sangue
Total
Trata-se do
componente total do órgão sangüíneo. É aplicável principalmente em quadros de
grandes hemorragias, quando a perda foi também total, não de partes do tecido
sangüíneo. Este caso é exatamente retirar-se sangue de um paciente sadio e
aplica-lo no doente. Lembramos que aqui se exige os testes comentados abaixo
por apresentar hemácias, e fatores de rejeição.
O Sangue
total pode ser a fresco, até 12 horas após a coleta, que é
melhor, mais completo, ou estocado, geladeira em até 30 dias
após coletado, neste último caso, não contém alguns componentes,
principalmente da coagulação, mas ainda é muito útil.
PC - Prova de
Compatibilidade
Na prática,
nossa equipe realiza sempre uma das duas provas de compatibilidade
apresentadas, a PC em tubo, que mais empregamos, ou a PC em placa, no entanto
existem outras provas e outros padrões, como, por exemplo, utilizar-se apenas
partes dos componentes a serem empregados.
PC EM TUBO:
Coleta-se 1 ml do sangue do doador e 1 ml do sangue do receptor, ambos com
anticoagulante EDTA ou Heparina. As duas amostras são então levadas a um
tubo de ensaio contendo cerca de 10 ml de solução salina ( NaCl a 0,9%) morna
(37ºC ~ 40ºC), ou a temperatura ambiente, mas, idealmente, à temperatura
corpórea da espécie do paciente. Após a homogeneização, aguarda-se entre cinco
e dez minutos para a leitura da prova, que pode ser por decantação ou
centrifugação, avaliando-se o sobrenadante. Lembramos aqui que as hemácias
sedimentam e ficam no precipitado, mas as hemoglobinas liberadas pela hemólise
não sofrem a atuação da sedimentação e ficam no sobrenadante, pois apresentam
peso molecular muitíssimo menor que as hemácias.
Portanto,
havendo hemólise, o sobrenadante, plasma, estará vermelho, e conclui-se que
os sangues dos pacientes são incompatíveis, não havendo a hemólise, plasma
claro, o transplante (transfusão) pode ser feito.
PC EM PLACA:
Coleta-se o sangue das duas amostras acima, com anticoagulante, uma gota de
cada e as aplica em placa de vidro. Havendo precipitação a prova é positiva e
a transfusão não recomendada. Esta técnica se assemelha, na execução, aos
exames de brucelose feitos em placa, criando pequenos grânulos, coágulos,
prova positiva.
Calculometria:
Existem
"números mágicos", muitíssimos úteis na emergência, e algumas fórmulas para se
chegar aos valores de transfusão, todas contando a partir de um animal com um
quilograma, ou seja, o valor final deve sempre ser multiplicado pela massa
corpórea do paciente em quilogramas, quer seja ele um gato, um cão, um boi ou
um humano ou espécie selvagem.
O “número
mágico”, o cálculo prático é o número 20 (vinte), ou seja: 20 ml de
plasma, 20ml de sangue total. Na pediatria humana é utilizado como
“número mágico” de quinze a vinte em se levando em conta o sangue total.
Em nossa
clínica preconizamos a calculometria. O cálculo que utilizamos é o de
verificarmos qual é a falta em tecido e tentarmos repor o valor mais próximo
possível deste, lembrando sempre que pelo menos 50% de reposição já é
considerado um bom tratamento.
Independente
de qual seja o percentual faltante para se completar o mínimo para a espécie,
salientamos aqui que ao redor de 10% do peso vivo de um mamífero é sangue, ou
seja, tecido intravascular, então, o total de sangue de um animal de um quilo
são cem gramas, o que nos dá a base dos cálculos conforme demonstrado nos
exemplos:
1.Um
animal, qual seja sua espécie, cujo valor normal esteja entre 32 e 36 (um cão)
apresentou hematócrito de 19%. Ora, este valor representa 60% do normal (19 :
32 = 0,6 = 60%) portanto registra uma queda de 40% do valor mínimo. Para
efeito de transfusão utilizaremos o valor da queda do total (40%) transformado
em volume (40 ml) por quilograma de massa corporal de sangue total. Cabe aqui
notarmos que se repusermos 50% desta deficiência chegaremos ao cálculo do
número mágico “20”, comentado acima!
Observamos
que, como o componente concentrado de hemácias tem o dobro do hematócrito ( Ht
= 80%), utilizaremos metade desta dose deste componente, ou seja, 20 ml de
concentrado de hemácias por quilograma de peso vivo de nosso paciente, ou no
mínimo 10 ml por quilo de paciente.
2
Para
um outro caso, um indivíduo que tenha como proteínas totais (albumina) um
valor entre 2,3 e 3,5, ~ um gato ~ se apresentar ao exame valor de 1% teremos
que este valor representa 43% dos 2,3%, portanto a queda é de 57% do mínimo (1
: 2,3 = 0,43 = 43%).
Transformando
57% em volume teremos 57 ml de plasma para cada quilograma de peso vivo de
paciente, ou no mínimo metade deste valor o que equivaleria a cerca de 30 ml
por quilo, valor ainda próximo ao nosso "número mágico" se pensarmos que 60%
de queda é um caso bastante grave.
Como notamos
o “número mágico” não é a melhor e mais refinada forma de calcularmos o volume
a ser injetado, mas sem dúvida alguma é um importantíssimo fator para decisão
clínica durante a emergência.
Após toda e
qualquer hemoterapia um teste de reavaliação do paciente, no imediato e apenas
algumas horas depois, sempre se fará necessário. Para tal faz-se verificação
da coloração de mucosas, hemograma completo, hematócrito, proteínas totais...
Doador
Todo paciente
a ser coletado, DOADOR, deve, necessariamente, ser conhecido, estar sadio,
vermifugado, vacinado.
No caso de
cães, são importantes as vacinas contra cinomose (Canine Distemper) e
parvorirose.
No caso de
gato, são importantes as vacinas contra rinotraqueíte, calicevirose,
clamidiose e panleucopenia, além de necessariamente os exames negativos para
leucemia, PIF ~Peritonite Infecciosa Felina~ e FIV ~Feline Imunodeficient
Vírus~ a AIDS Felina.
Nos dois
casos é devemos verificar as possibilidades de hemoparasitos, ou, na dúvida,
aplicar-se tratamentos profiláticos no receptor.
Quanto à
Dirofilariose, devemos lembrar que, os cães portadores de adulto, apresentam
microfilárias tipo L3, enquanto que a forma infestante do novo portador, é L5,
e que para a transmissão da doença, as larvas L3 têm de se transformar em L5
no mosquito transmissor. Pacientes livres deste parasita, ao receberem L3
infestante do mosquito, pela transfusão, ainda que possam infectar novos
mosquitos, não farão a doença com o parasito adulto. Recomendamos a leitura de
trabalho dos mesmos autores sobre Dirofilariose.
Coletas
Para pequenos
volumes transfundidos, existe uma técnica, praticamente não utilizada por nós,
mas que pode ser muito útil. Trata-se da transfusão de sangue total natural a
fresco, ou seja, após os testes de compatibilidade, simplesmente retira-se
sangue de um animal e aplica-se em outro, imediatamente, sem anticoagulantes
ou outras providências. Nestes casos deve-se manter o paciente RECEBEDOR, ou
receptor, já com veia pega, correndo solução fisiológica, reduzindo
consideravelmente o tempo em que o sangue estará na seringa. Recomenda-se
pequenos volumes por vez. Nossa equipe, quando precisa fazer uso desta
técnica, costuma heparinizar previamente a seringa de coleta.
O método
tradicional consiste em utilizar bolsas descartáveis de transfusão, já
contendo anticoagulantes, sendo estas do tipo simples ou dupla.
As bolsas
simples apresentam um orifício de entrada e um de saída, sendo o primeiro
utilizado para a coleta e o segundo para o equipo de transfusão com peneira de
retenção de coágulos.
A bolsa dupla
é exatamente igual a anterior, mas apresenta uma bolsa satélite a mais. Esta
bolsa, vazia na concepção, serve para a coleta em ambiente fechado da papa de
hemácias, ou seja, uma vez coletado o sangue, este permanecerá três dias
decantando em geladeira e, a partir daí, rompe-se o lacre entre as duas bolsas
coletando para a satélite a papa de hemácias, ficando na bolsa de coleta
original o plasma.
Existem
condições em que não se dispõe de bolsas de coletas, nestes casos, pode-se
utilizar a técnica antiga de “garrafas” de soro, de vidro. Para tanto, estas
devem estar estéreis, por autoclavagem de 20 minutos, ou, no mínimo 40 minutos
de água fervendo à pressão ambiente.
O
anticoagulante a ser utilizado pode ser a própria heparina, ou citrato. A
Heparina se encontra em formulações prontas, comerciais.
A mistura
utilizada nas bolsas de transfusão constam de 65 ml para uma coleta de 450 ml
de sangue da seguinte mistura que, ainda na emergência, pode ser esterilizada
pelo calor.
·
Dextrose anidra USP 2 900 mg
·
Citrato de Sódio bi hidratado 2630 mg
·
Ácido
cítrico 327 mg
·
Fosfato sódico Monobásico hidratado 222mg
·
Adenina 27,5 mg
·
Água
para injeção de qsp 100mg.
Dados para
cães e gatos
|
Padrão |
Caninos |
Felinos |
|
Hemácias |
5,5 –
8,5 |
5,5 –
10 |
|
Plaquetas |
200 a
500 mil |
300 a
800 mil |
|
Hematócrito |
37 – 55 |
24 – 45 |
|
Hemoglobina |
12 - 18 |
8 – 15 |
|
VCM |
60 - 77 |
40 – 55 |
|
HCM |
19,9 –
24,5 |
13 – 17 |
|
CHCM |
31 – 36 |
30 – 36
|
|
Proteínas Totais |
Total |
5,8 –
7,9 |
6,1 -
8,8 |
|
Albumina |
2,3 –
3,4 |
2,3 –
3,5 |
|
Globulina |
3,0 –
4,7 |
2,6 –
5,0 |
|
Relação
A/G |
0,7 –
1,1 |
0,5 –
1,0 |
Conclusão
A hemoterapia
é muitíssimo mais importante nas terapias emergenciais que se pode avaliar a
grosso modo.
Pode-se
utilizar tecnologia tão complicada que se torne inacessível à classe da
medicina veterinária, mas pode-se fazer um trabalho extremamente consciente,
com um arsenal terapêutico básico bem feito, desde a simples transfusão de
sangue fresco, direto, até a elaboração de preparados e a separação de
componentes. A utilização do sangue fresco não requer tecnologia especial,
assim como é muito acessível a técnica de obtenção e utilização de papa de
hemácias e plasma.
No Brasil já
temos centros e bancos de hemoterapia que dispõem de todos os componentes a
serem remetidos a qualquer clínica veterinária, tanto sangue total, como
concentrado de hemácias, plasma (fresco, congelado), plaquetas,
crio-precipitado, sendo que a única exigência que, de nossa parte, fazemos é
que os pedidos sejam feitos por médico veterinário credenciado, já que, em
nenhuma hipótese, disporemos destes produtos ao público leigo: curiosos,
práticos, criadores ou charlatões.
O autor deixa
claro que nenhuma responsabilidade assumirá pelo uso que outros fizerem desta
técnica de maneira adequada ou inadequada, e lembra que, no Brasil, a lei
8.078 de 11 de setembro de 1990, diz em seu artigo 14 §2º que “o serviço não é
considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas” mas em seu artigo 39 – É
vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas,
VI – “executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização
expressa do consumidor”, de forma que um documento assinado pelo cliente
autorizando é profilaxia acertada.
Para
quaisquer dúvidas, deixamos aqui nosso endereço na Internet, sediada em
Http://www.polivet-Itapetininga.vet.br, e-mail
polivet@polivet-itapetininga.vet.br e
Ficamos ao
dispor dos colegas ao que necessário se faça.
O autor e o
colaborador são pertencentes à Equipe da Polivet-Itapetininga SP Policlínica
Cardiologia & Odontologia Veterinária.
Este trabalho
foi retirado e idealizado para ser integrado à apostila de estágio dos
estudantes de Medicina Veterinária na POLIVET-Itapetininga SP Policlínica
Cardiologia & Odontologia Veterinária, conforme consta em
Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/estagios.htm .
Bibliografia
1.
BANKS, William J. –
Histologia Veterinária Aplicada – 2ª Edição(1992)
2.
CANAL, I.H. – Textos Técnicos
– Http://www.polivet-itapetininga.vet.br
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ETTINGER, S. e FELDMAN, E.
Tratado de Medicina Interna Veterinária – 4ª Edição
4.
FERRI, Rubens G., CALISH,
Vera L. G. VAZ, Celidéia A.C. – Imunologioa – 2ª Edição.
5.
MERCHNT. I.A. y PACKERR.A. -
Bacteriologia y Virologia Veterinárias – 3ª Edição Espanhola.
6.
NIEBERLE, K. e COHS,P. –
Anatomia Patológica Especial dos Animais Domésticos.
7.
ZANINI, Antonio C. e OGA,
Seizi - Farmacolologia Aplicada – EDUSP – Editora Universidade de São Paulo.
Dos Autores

Dr. CANAL (Ivo Hellmeister Canal) - CRMV-SP 3967 é
·
Médico
veterinário pela Universidade de São Paulo desde 1983,
· Diretor
Clínico da POLIVET-Itapetininga SP Policlínica Cardiologia & Odontologia
Veterinária Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/estagios.htm.
( CRMV-SP-J-07520).
·
Membro
integrante da Diretoria de Veterinária.Org Http://www.veterinaria.org .
·
Moderador da Vetlista Dr. Edgard Nunes D'Almeida
(Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/vetlista.
·
Moderador da Cardio-vet (Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/cardiovet.htm.
C.V completo
em Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/cv.htm
RAONÍ BERTELLI CANAL é
o
Estudante de Médicina veterinária pela Universidade de Sâo Paulo desde 2004,
o
Moderador Discente ta Dr. Edgard Nunes D'Almeida
(Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/vetlista.
o
C.V
completo em Http://www.polivet-itapetininga.vet.br/raoni.htm